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Cinco lições que eu aprendi assistindo Breaking Bad

 1. Ninguém é 100% bom.

Breaking Bad nos leva a refletir sobre como todos nós temos nossas fraquezas e até mesmo um limite para a cota de bondade que existe dentro de nós. Por melhores que sejamos, nossa suposta bondade só será considerada verdadeira caso seja testada pela vida. Water era é um homem de caráter “aceitável” pela sociedade, mas a máscara de hipocrisia dele cai quando ele se vê encurralado por uma doença que pode ser fatal.

 2. O orgulho pode nos levar à ruína.

Por mais difícil que seja admitir, o orgulho faz parte do nosso cotidiano, quem aí gosta de viver na sombra de alguém? Walter passa por isso quando descobre que está com câncer e que precisará de ajuda financeira de um casal de amigos. Ele se sente frustrado por estar passando por esta situação e ao invés de receber a ajuda do casal e pensar em uma solução para pagá-los, mais tarde, ele resolve seguir por um caminho diferente, um caminho obscuro que o fará passar por maus bocados.

 3. Pegar atalhos pode até adiantar a caminhada, mas traz consigo, consequências.

Walter está ganhando dinheiro como quem está ganhando na loteria todo mês. Está tudo indo melhor que o esperado, mas reviravoltas acontecem e por mais que ele tenha uma boa razão para estar fazendo metanfetamina para vender, existem coisas que o dinheiro não compra, uma família nova, por exemplo. Por mais fáceis e tentadores que os atalhos sejam, sempre existirá um preço a ser pago no final.

 4. Existe redenção para todos nós, não importa o quão perdidos estejamos.

Jesse Pinkman não é uma pessoa má, ele só está perdido. E assim como Walter procura uma atalho para resolver seus problemas financeiros, Jesse procura um atalho para uma suposta vida feliz, não só cheia de dinheiro, mas de pessoas com quem compartilhar aquela boa vida. Ele tem algumas perdas na série, e o maior diferencial dele para o Walter é que o Jesse acaba mostrando uma sensibilidade que fará toda a diferença no decorrer da série. Do menino perdido para o homem que aprende a se virar. Do viciado e irresponsável ao homem consciente de que precisava mudar.

5. Existe mais fidelidade entre pessoas consideradas “do mal”, do que entre pessoas consideradas “de bem”.

O que mais me chamou a atenção na série foi o quanto os traficantes são fiéis. Não só ao cartel de origem de cada um, mas aos carteis inimigos. Se um dos traficantes denunciar um cartel inimigo para o departamento de narcóticos, ele será considerado um traidor por todos os carteis e consequentemente será morto. Por que não colocamos essa fidelidade em prática com nossos colegas, amigos e familiares? Por que somos tão absurdamente traidores com aqueles que amamos? E por que, mesmo odiando um ao outro, os traficantes da série se respeitam ao ponto de não cometer tal traição entregando um inimigo para a polícia? Fidelidade, minha gente, fidelidade, mesmo diante de seus piores adversários.

Temos muito o que aprender com essa série, não?

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2 Comments

  • Reply
    Alecsander Alves
    24 de setembro de 2019 at 21:47

    Gostei demais da sua percepção da série, que aliás é uma das minhas favoritas do gênero.
    E gostei também demais do que você escreveu sobre o filme a vida secreta de Walter Mitty no site Obvious que a propósito foi como eu cheguei até aqui no seu blog.

    Parabéns

    • Reply
      Renata Lima
      26 de setembro de 2019 at 19:01

      Fico muito feliz que tenha gostado, Alecsander. Muito obrigada.

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