Pular de olhos fechados, voar para bem longe daqui.
Sempre existem possibilidades em Vienna.
Ela espera ou não?
Eu não sei, é o que dizem por aí.
Mas o medo é unanime, todos os olhos estão arregalados.
O fim está sempre nos rondando.
Nós apenas mudamos de esquina.
E é sufocante, como quando nos afogamos com um gole de água.
Você respira e o ar não vem.
Você faz força, mas tudo o que pode ser feito é esperar
o pânico passar e tentar respirar mais uma vez.
Mas um gole de água?
Um gole de água.
Letal como uma onda inteira.
Mas a onda nunca vem,
apenas o fantasma dela, a imaginação.
O gole fatal para uma cabeça já saturada.
Letal como uma onda inteira.
Será que é possível viver aqui, esse momento?
Ou estamos sempre com um pé em um futuro inexistente?
Nos torturamos atoa? A troco do quê?
Controle, talvez.
Mas não existe controle.
Vienna está logo ali.
Mas um gole de água?
Um gole de água.
Letal como uma onda inteira.
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Notas sobre a poesia:
Eu estou aqui pensando em como a nossa mente é o nosso pior inimigo. Uma coisa pequena se transforma em algo tão grande que é quase impossível respirar, às vezes. Será que existe alguém 100% bem psicologicamente hoje em dia ou estamos todos a beira de um colapso mental?
Quando eu me sinto dessa forma, como se eu fosse colapsar a qualquer momento, eu gosto de escrever, colocar pra fora o que está aqui dentro. Por isso, existem partes da poesia que você pode não conseguir entender, porque são coisas que fazem sentido só para mim.
Enfim, que possamos aprender a lidar com os nossos medos de uma forma mais saudável do que se desesperar, porque o desespero realmente não ajuda em nada.
Foto de Tommy Hei
Foto de Dương Nhân