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Viva – A vida é Uma Festa

Quem não gostaria de viver para sempre? Ou, pelo menos, ter controle sobre quando partirá? Não é estranho pensar que um dia tudo acabará? E se não acabasse? Será que nos sentiríamos sufocados por viver eternamente? De todos os medos e dúvidas que eu tenho sobre esse assunto, o que mais me sufoca é a possibilidade do esquecimento. Será que nós seremos completamente esquecidos? Será que esqueceremos daqueles que mais amamos enquanto vivemos nesta terra?

Viva – A vida é uma festa conta a história de Miguel, um menino de doze anos que sonha em ser músico. Apesar de sua família odiar música, Miguel não medirá esforços para se tornar o maior músico de todos os tempos, desafiando até mesmo a morte. Enquanto persegue seu maior sonho, Miguel não somente correrá atrás da benção de seus antepassados para cantar, mas desvendará um mistério que ronda sua família a cem anos.

Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada pelos filmes da Disney/Pixar, todos os filmes sempre tem uma mensagem tão incrível para passar, que é impossível não se emocionar. E com o filme Viva – A vida é uma festa não poderia ser diferente! A história toda é sensacional, a família de Miguel é maravilhosa, as cores do filme são vibrantes, mas o que mais me chamou a atenção foi o quão incrível é a tradição que existe no México, o famoso dia dos mortos.

Eu não sei se você concorda comigo, mas não é incrível acreditar fielmente que todas as pessoas que nós amamos nesta vida nunca serão esquecidas? Não é maravilhoso pensar que todas as pessoas que nós conhecemos sempre estarão vivas enquanto nós nos lembrarmos delas? Eu confesso que sou um pouco incrédula com relação a uma continuidade da vida após a morte e, talvez, seja por isso que eu tenha tanto medo de a vida não passar de um grito no vazio, mas assistindo esse filme eu percebi que a vida não acaba quando nós morremos, porque apesar de fisicamente ausentes, seguiremos vivos nos corações daquelas pessoas que mais nos amaram enquanto estivemos aqui.

Eu sei que não é fácil acreditar nisso, às vezes a impressão que eu tenho é que tudo passa, inclusive, nós mesmos. Mas quando olho para a história de Miguel e de seus antepassados, eu percebo que apesar de toda a confusão, sempre teremos uma ligação inexplicável com aqueles que amamos, uma ligação tão intensa que é capaz de transcender o tempo, fazendo com que o amor consiga conectar as pessoas, ignorando o fato de que muitas dessas pessoas, aparentemente, não existem mais.

Eu sei que não é fácil aceitar que de uma hora para outra nós não existiremos mais, mas apesar de todo o medo, sigamos acreditando que nada conseguirá quebrar o elo que nós construímos durante o tempo em que passamos aqui. Talvez não exista nada depois da morte, nem mesmo uma luz para seguir, mas pra quê se preocupar com o esquecimento, se nós estaremos amalgamados, para sempre, nos corações daqueles que nos amaram enquanto nós vivemos aqui?

(…)

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