Meu Trecho Preferido do Livro Nós Dois Sozinhos no Éter

Nós dois sozinhos no éter

No livro Nós dois sozinhos no Éter, duas pessoas se encontram por acaso no Instituto de Arte de Chicago. A partir desse momento, Aldo Damiani e Charlotte Regan têm dificuldade de ficar longe um do outro.

Ele é um teórico antissocial que mantém a mente ocupada com cálculos sobre viagem no tempo e abelhas. Para Aldo, o mundo é caótico e perturbador. Então, ele constrói rotinas, regras e fórmulas. Sem isso, sua existência entraria em colapso.

Ela é uma falsificadora de arte que prefere mentiras a verdades. Para Regan, todas as pessoas são previsíveis e entediantes. Ela lida com o tédio da existência tomando decisões impulsivas, imaginando que uma nova linha do tempo é criada a cada ação.

Quando os caminhos dos dois se cruzam, eles ficam intrigados pela mente um do outro. Decidem ter apenas seis conversas, como as seis pontas de um hexágono, antes de se separarem outra vez. Porém, a colisão de suas personalidades leva a uma paixão que às vezes parece um encaixe perfeito e às vezes um desastre capaz de eliminar qualquer vestígio de estabilidade em suas vidas.

Uma leitura intensa e honesta, Nós dois sozinhos no Éter traz uma reflexão profunda sobre vulnerabilidade, a natureza do amor e a complexidade de nos relacionarmos quando tudo dentro de nós está ruindo.

Leia também: Meu Trecho Preferido do Livro Intermezzo.

Nós dois sozinhos no éter

Meu Trecho Preferido do Livro Nós Dois Sozinhos no Éter:

“Às vezes sinto que só estou esperando por algo que nunca vai acontecer. Como se eu só estivesse existindo dia após dia, mas que nada jamais vai ter importância. Eu acordo de manhã porque é preciso, porque tenho que fazer alguma coisa, senão sou só um zero à esquerda, ou porque, se eu não atender ao telefone, meu pai vai ficar sozinho. Mas é um esforço constante, é trabalhoso. Todo dia eu preciso dizer a mim mesmo para sair da cama. Levante-se, faça isso, se mexa assim, converse com as pessoas, seja normal, tente socializar, seja legal, tenha paciência. Por dentro só sinto, sei lá, um vazio. Como se eu não passasse de um algoritmo que alguém determinou.”

Nós dois sozinhos no éter

Um livro polêmico nas redes sociais!

Quando eu comecei a pesquisar sobre Nós dois sozinhos no Éter, eu fiquei muito interessada pela proposta do livro, eu amo livros com histórias cruas, vamos dizer assim, romance de verdade, problemas de verdade, sexo de verdade. Não é todo mundo que gosta desse tipo de leitura. E um dos grandes problemas para algumas pessoas que leram Nós dois sozinhos no Éter foi o fato da personagem Regan mandar a real sobre os efeitos colaterais que ela tem quando ela toma os remédios psiquiátricos.

Algumas pessoas acharam legal ela falar sobre isso, porque para alguns pacientes realmente existem efeitos colaterais e houve uma identificação nesse ponto do livro. Outras pessoas não gostaram dessa exposição sobre efeitos colaterais de medicamentos psiquiátricos, porque alegaram que muitas pessoas podem deixar de tomar por causa disso. E, no fim, cada um defendeu nas redes sociais aquilo que acha melhor ou não com relação a esse assunto tão polêmico.

Você leu o livro? O que você achou dessa exposição de efeitos colaterais que a Regan fala tão abertamente no livro?

Foto de Hiếu Hoàng
Foto de Alexas Fotos
Foto de Pixabay

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